Fundação:

A Igreja Unida foi fundada de um modo peculiar. Enquanto muitas denominações surgem em função de divisões originadas por questões doutrinárias ou interesses pessoais, a nossa denominação surge de uma união, ou seja, de uma fusão como veremos a seguir.

No princípio eram três Igrejas: Igreja Cristã Pentecostal de Evangelização e Cura Divina “Maravilha de Jesus”, presidida pelo Pastor Samuel Spazzapan; Igreja Evangélica do Povo, presidida pelo Pastor José Spassapan e Igreja Cristã Evangélica Unida, cujo Pastor presidente era Francisco Cardoso.

No início da década de 60, começou a haver um maior entrosamento entre essas três denominações, quando se contataram objetivos comuns e semelhança doutrinária. Começou então a surgir a ideia de uma unificação.

Logicamente, tendo em vista a importância do passo que seria dado pelas três denominações, foram necessárias muitas reuniões, principalmente entre as lideranças, muitas reuniões de oração e vigílias e porque não dizer muitas lágrimas derramadas, pois, havia necessidade de se verificar os pontos em comum existentes que seriam importantes de serem preservados, superar alguns eventuais pontos de divergência que viessem a surgir durante o processo de unificação e inclusive abrir-se mão de nomes para se chegar a um denominador comum, escolhendo-se um nome que fosse de consenso, e graças ao nosso Bom Deus e a sublime direção do Espírito Santo, todas as barreiras foram superadas e o sonho daquelas lideranças pôde se tornar realidade.

Assim, no dia 12 de julho de 1963, às 20h30 no salão das Classes Laboriosas, situado na Rua Roberto Simonsen N° 22 Centro de São Paulo, sob a presidência do Pastor Luiz Schiliró, com a presença de obreiros e representantes das três Igrejas, houve a fundação da Igreja Evangélica Pentecostal Unida, formando-se por eleição, naquela mesma noite a Diretoria Executiva constituída dos seguintes irmãos: Presidente – Pastor Luiz Schiliró, Vice Presidente – Pastor Samuel Spazzapan, 1o Secretário Presbítero Paulo Máximo Tostes, 2o Secretário Pastor Francisco Cardoso, 1o Tesoureiro Pastor Luiz Reinaldo Ferreira, 2o Tesoureiro Duarte Soares de Vasconcelos, Diretor de Patrimônio Pastor José Maria Ayres e para Conselheiros, Pastor Eurico de Almeida Vieira e Pastor José Spassapan, diretoria essa que tomou posse também naquela noite, em que podemos chamar de “Noite Gloriosa”. Sua primeira sede, a partir dessa data, foi na Rua Treze de Maio, 830 – Bela Vista – São Paulo – SP.

Na verdade, a história da Igreja Unida tem fundamento anterior: no início dos anos 50, chegaram ao Brasil dois missionários americanos, William Schaffer e Harold Willians, que trouxeram um grande avivamento para São Paulo, montaram uma tenda (Tenda de Deus para a Salvação e Cura Divina) na Avenida Celso Garcia no Bairro do Tatuapé, onde todos os pastores fundadores, com exceção do Missionário Luiz Schiliró, congregavam, sendo este fato a maior motivação para que mais tarde, por volta de 1962 os pastores José Spassapan e José Maria Ayres idealizaram a união das três igrejas, tendo a ideia ganhado força e consenso entre as igrejas.A citação de nomes torna-se algo realmente muito difícil, pois, muitas vezes, a memória nos trai e deixamos de nomear alguns, porém, por já serem decorridos 44 anos, penitenciamo-nos se porventura alguns ficarem esquecidos nesse trabalho, no entanto com toda certeza nunca serão esquecidos nos anais de história Divina, sendo certo que Deus nunca se esqueceu e nem se esquecerá daqueles que, de alguma maneira, trabalharam para o desenvolvimento de sua obra na face da terra.

Apesar da problemática acima mencionada, deixamos aqui para ciência dos amados leitores, uma série de nomes de obreiros, que estiveram no palco das realizações quando do surgimento de nossa denominação, pois se tratam de homens de Deus de valor inestimável, alguns ainda se encontram em nosso meio e não obstante a idade, para cumprimento da própria palavra de nosso Deus, estão dando frutos dirigindo Igrejas ou auxiliando pastores na condução do povo de Deus. Outros cumpriram o Ministério, encerraram a carreira e guardaram a fé e já descansam no Senhor deles e nosso de quem, sem dúvida alguma, receberão o bendito galardão que Deus lhes tem preparado.Dentre eles podemos citar: José Maria Ayres, Samuel Spazzapan, Isaias Spazzapan, José Spassapan, Moacir Spazzapan, Nésimo Toloi, João de Deus Soares, Simão Moreno, Antonio Saldanha Teixeira, José Aparecido Ferneda de Oliveira, Francisco Cardoso, Levy Tavares, Luis Reinaldo Ferreira, Eurico Vieira, José Alves, Família Bastos, José Espinosa, João Moreno Covos, Luiz Schiliró, Alcides Cordeiro, José Candido Pereira, Benedito Pinto de Souza, Luiz Rúbio entre outros, bem como suas respectivas famílias. No decorrer dos anos muitos outros foram agregando-se à nossa denominação e outros se convertendo e sendo chamado para o Ministério da Palavra, tornando-se excelentes obreiros, homens comprometidos com o Senhor Jesus e com o seu Reino.

A primeira sugestão para formação da Igreja Evangélica Pentecostal Unida se deu na residência do Pastor José Maria Ayres juntamente com o Pastor José Spassapan.

 

Os fundamentos da nossa fé:

CREMOS:

a) Em Deus, criador e sustentador de todas as coisas, imanente no Universo e do mesmo transcendente, e Pai de todos os homens, fonte de vida, de toda beleza e bondade, de toda verdade e amor;

b) Em Jesus Cristo, Deus manifesto na carne, nosso guia e exemplo de santidade, humildade e amor, redentor e salvador do mundo; 

c) No Espírito Santo, Deus presente conosco, consolador, providenciando direção, conforto e força para a nossa vida, e que é, na realidade, o selo para a redenção;

d) Que há três pessoas na divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, indivisíveis em sua essência, iguais em poder e glória;

e) Que na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo acham-se unidas natureza humana e a divina, de modo que ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem;

f) Que nossos primeiros pais foram criados em estados de inocência; e por sua desobediência, porém, perderam sua pureza e felicidade e, em consequência de sua queda, todos os homens se tornaram pecadores, expostos justamente à ira de Deus;

g) Que o Senhor Jesus Cristo tem feito, pelo seu sofrimento e morte, expiação pelos pecados de todo mundo, de sorte que todo aquele que quiser pode ser salvo;

h) No perdão dos pecados, na vida de amor e oração e na graça suficiente para todas as nossas necessidades;

i) Na palavra de Deus na sua integridade, como regra de fé e prática;

j) Que o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo e a regeneração pelo Espírito Santo, são necessários à salvação dos homens;

k) Que somos justificados pela graça, mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo e que todo aquele que crê tem o testemunho em si mesmo;

l) Que é privilégio de todos os crentes serem inteiramente santificados, e que o espírito, alma e corpo podem ser preservados sem mancha, até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo;

m) Na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo no juízo final, na felicidade eterna dos justos e no castigo eterno dos maus;

n) Ser o batismo por imersão o cumprimento da justiça de Deus e significa o sepultamento da vida de pecados e o surgimento de uma nova vida em Deus;

o) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, e em nome do Pai, do Filho e Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo;

p) Na atualidade do batismo no Espírito Santo, como promessa viável a todos os que creem;

q) Na cura e libertação de todos os males pelo poder da fé e que os sinais acompanham os que creem e que os mesmos são operados mediante a oração da fé no nome do Senhor Jesus Cristo;

r) Na igreja como Congregação de todos que se unem ao Senhor redivivo, para adoração e serviço;

s) No reino de Deus, como governo divino, na sociedade humana e na fraternidade dos homens sob a paternidade de Deus;

t) No arrebatamento da Igreja, na ressurreição dos mortos e na segunda vida de nosso Senhor Jesus;

u) No triunfo final da justiça e na vida eterna. Amém!

História